sexta-feira, 21 de julho de 2017

Lula diz que Doria ‘não é nada’ e que Bolsonaro ‘não tem chance’

http://img-s-msn-com.akamaized.net/tenant/amp/entityid/AAopxe7.img?h=486&w=728&m=6&q=60&o=f&l=f&x=586&y=276O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta quinta-feira que o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), ‘não é nada’ e que precisa começar a trabalhar pela cidade, avaliou que o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) ‘não tem chance’ para a Presidência da República e indicou que, caso seja impedido de disputar a eleição, o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) pode ser um bom nome.
As declarações foram dadas em entrevista transmitida ao programa Na Sala do Zé, do canal Ultrajano, do jornalista José Trajano, no YouTube. Também participaram como entrevistadores outros dois jornalistas esportivos, Juca Kfouri e Antero Greco.
“O Doria, por enquanto, não é nada. É só o João Trabalhador [apelido que o tucano usa em suas ações de marketing] que não trabalha”, disse, para acrescentar que ele precisa começar a administrar a cidade de São Paulo.  “Faça o que você dizia que ia fazer, não ficar fazendo discurso.”
Doria, que disputa com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o senador José Serra a indicação do PSDBpara disputar a Presidência da República, tem atacado Lula com frequência em suas entrevistas, discursos e posts que faz nas redes sociais.
Sobre Bolsonaro, outro pré-candidato à Presidência, Lula disse duvidar de sua viabilidade eleitoral. “Eu acho que o Bolsonaro não disputa. E se disputar, não tem chance”, disse. Para ele, “as pessoas têm vergonha de votar numa pessoa tão reacionária”. Segundo a última pesquisaDatafolha, de junho, Bolsonaro é o segundo colocado nas intenções de voto, com 16% – o petista tem 30%.

Frescura

Ainda sobre eleições e uma eventual união dos partidos de esquerda na disputa, Lula criticou o PSOL, legenda que tem muitos ex-petistas em suas fileiras, ao ser questionado por Trajano sobre por que o PT não gosta da legenda.
“É o PSOL que não gosta do PT. A única coisa que eu desejo é que eles ganhem alguma coisa. Quando eles governarem, por exemplo, o Estado do Rio de Janeiro, metade da frescura vai acabar”, afirmou Lula. “Não dá para você ficar na areia ensinando como nadar.” E completou: “O problema é que eles se acham mais honestos, mais sabidos e mais bonitos”.
Questionado sobre quem poderia ser o candidato do PT caso ele seja impedido pela Justiça tentar voltar ao Planalto – foi condenado em primeira instância à prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo do tríplex do Guarujá -, ele apontou duas saídas.
Uma envolvendo os governadores petistas – o partido tem quatro: Fernando Pimentel (MG), Tião Viana (AC), Rui Costa (BA)  e Camilo Santana (CE). A outra, sobre a qual discorreu mais, envolve Haddad.
“Haddad pode ser uma personalidade importante [na eleição] se ele se dispuser a percorrer o Brasil”, disse. “Eu falei: Haddad, você tem que colocar o pé na estrada e falar o que você fez na educação [foi ministro no governo Lula]. Tem de dizer que nós quintuplicamos o orçamento, colocamos filho de pedreiro para ser médico, filho da empregada para ser engenheiro”, disse, lembrando ainda da ampliação de universidades federais na sua gestão.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

O INTERIOR VAI FICAR DIFERENTE COM NOSSO CINEMA - CACIMBA DE DENTRO - PB



Mais 504 mil famílias paraibanas devem receber o pagamento do abono do Bolsa Família nesta terça-feira

Em João Pessoa, o pagamento é feito no estádio Almeidão. Já em Campina Grande, acontece no Centro de Arte e Cultura, perto dos Correios, na UEPB

Abono do Bolsa Família (Foto: Divulgação)
O prazo para que 504.277 mil famílias paraibanas recebem o Bolsa Família se encerra nesta terça-feira (22). Para receber o dinheiro, as famílias devem levar CPF, documento com foto como identidade e o Cartão do Bolsa Família, que tem o número da Inscrição Social.
Em João Pessoa, o pagamento é feito no estádio Almeidão. Já em Campina Grande, as famílias que tem direito de receber o abono podem pegar o dinheiro no Centro de Arte e Cultura, perto dos Correios, na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).
Para outros municípios, as famílias devem se dirigir até uma agência dos Correios. O pagamento para famílias de municípios onde não existe Correios terminou no sábado (19).

FPM cai mais de 25% na Capital e queda supera 8% para as prefeituras do interior

As prefeituras municipais da Paraíba receberam hoje o dinheiro do segundo decêndio do mês de julho do Fundo de Participação dos Municípios

A CNM alerta que o o FMP pode sofrer novas quedas (Foto: Informe News)
As prefeituras receberam nesta quinta-feira (20)o segundo decêndio do mês de julho do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) com uma redução superior a 8% para 222 prefeituras paraibanas e de mais de 25% para a de João Pessoa. Em valores brutos, o total é de R$ 19.935.536,27 bilhões.
De acordo com os dados do FPM, o 2º decêndio de julho de 2017 comparado com mesmo período de 2016 teve uma queda de 8,43%  para as prefeitura do interior paraibano em termos nominais, ou seja, comparando os valores sem considerar os efeitos da inflação.  O maior baque foi registrado pela de João Pessoa, que recebeu menos 25,49%.
No mesmo período do ano passado, foi repassado para as prefeituras municipais (exceto a Capital) R$ 21.769.787,89 contra os R$ 19.935.536,27 de 2017. Já para João Pessoa, o repasse  foi de R$ 2.448.730,48 contra os R$ 3.286.777,80 do mesmo período de 2016.
A Confederação Nacional dos Municípios, com base na tendência apresentada em anos anteriores, à entidade alerta aos gestores que o FPM pode apresentar desempenho inferior nos próximos meses. Além disso, o segundo repasse extra de 1% do FPM só vai ocorrer em dezembro. Os gestores locais devem considerar, ainda, as incertezas em relação à consistência da recuperação econômica.
                                                           Foto Reprodução CNM

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Vereador que mordeu cobra reclama da pecha de político venenoso

Álvaro Teixeira afirma que comentários negativos são fruto do clima de decepção com a política nacional
Cobra cascavel foi morta pelo vereador Álvaro Teixeira após picar o político
Após matar a mordidas a cobra cascavel que o picou, o vereador Álvaro Teixeira do município de Juru, no Sertão paraibano, reclama da repercussão negativa na cidade. Ele afirma que a associação ‘político venenoso’ o incomoda. Entre os comentários mais picantes, segundo o vereador, são os que afirmam "político morde cobra e animal não resiste ao veneno " e "político tem tanto veneno que morde até cobra ".
O desgosto do vereador não é pequeno. Ele ficou magoado com as críticas do povo, generalizando a classe política. Ele acredita que a associação acontece em decorrência do clima de decepção com a política nacional principalmente por causa das denúncias de casos de corrupção em Brasília.
Teixeira explica que a falta de conhecimento faz com que algumas pessoas pensem que ele poderia  ter veneno. “O pessoal analfabeto não sabe que as pessoas não têm veneno, eles podem ter bactéria, podem ter micróbio, mas veneno não. Essa cobra morreu foi por um processo mecânico, a mordida é um processo mecânico”.
Segundo o vereador, ele é um político tranquilo e que gosta de animais. “Sempre fui um homem do campo. Até 2006, eu morava na zona rural da cidade de Juru onde tenho uma propriedade para cultivo da palma e criação de animais”, explicou.
Apesar dos comentários negativos, o vereador se tornou uma celebridade na cidade de Juru. Em uma simples caminhada pelas ruas também ouve moradores perguntarem: “é o homem da cobra?”.
Entre risos e saudações, todos querem saber detalhes sobre como o político, após ter sido picado por uma cobra cascavel, teve a iniciativa de revidar e matar o réptil com uma mordida na cabeça do animal. 
O político que tem 36 anos e está em seu segundo mandato de vereador também é assunto nas redes sociais desde que voltou para casa, na última segunda-feira (17), após receber alta do hospital. Em uma das mensagens, um internauta comenta " é o pai do Robocop".
Por

Vejam aqui por que os brasileiros não protestam contra Michel Temer?

As manifestações contra as reformas são muito menores do que as que pediam o impeachment de Dilma Rousseff. O que pode estar acontecendo? Por Redação com Exame



Atualmente, a rejeição ao governo de Michel Temer chega a 69% (Foto: Reprodução/dinaonline)

A enquete vai até às 18:00 do dia 21/07/2017 False

Por que os brasileiros não protestam contra Michel Temer?


Cansaço - Medo -  Não era corrupção
Às vésperas do impeachment, a ex-presidente Dilma Rousseff amargava uma rejeição de 64%, segundo o Datafolha; atualmente, a rejeição ao governo de Michel Temer chega a 69%.
Nesta quinta (20), movimentos de esquerda prometem uma série de atos em diversas cidades brasileiras pela saída de Temer e em apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar da presença confirmada do petista, a expectativa é de que os protestos desta quinta não encham as ruas como os atos pelo impeachment de Dilma.
A reportagem ouviu três cientistas políticos para tentar explicar a aparente apatia dos brasileiros: Cícero Romão, da USP; Paulo Baía, da UFRJ; e Dawisson Lopes, da UFMG.
Uma sondagem do grupo de Pesquisas em Inteligência de Mercado da Abril, em parceria com a MindMiners, também forneceu alguns indicativos, a partir de entrevista com 500 pessoas, de todas as classes sociais e maiores de 18 anos.
Cansaço            
De acordo com o professor Paulo Baía, da UFRJ, o momento atual é de uma espécie de ressaca de manifestações. “Tudo leva a crer que as pessoas têm se manifestado nas redes sociais, que se mantêm informadas sobre a situação política do país, mas ainda não houve um grande catalisador capaz de levá-las às ruas”, disse. A percepção, no entanto, é de que manifestar-se muda pouca coisa. “O quadro de corrupção não muda com os protestos, e as pessoas acabam exercendo uma revolta individualizada”, opina Baía.
Medo                      
Além da rejeição aos sindicatos, apontada por Dawisson Lopes, da UFMG, e por 43% dos entrevistados na sondagem, uma justificativa específica se destaca: o medo da violência policial.
Ao contrário das manifestações pelo impeachment, nas quais a polícia não interveio, Lopes afirma que nos atos contra Temer e suas medidas é comum que as manifestações sejam dispersadas com gás lacrimogêneo. Há medo da violência da polícia, discordância das ações dos próprios manifestantes e um outro aspecto mais psicológico: o receio de que novas mudanças piorem ainda mais o cenário político. “Pode haver uma percepção de que as pessoas foram às ruas, teve o impeachment, mas a situação econômica está delicada, e o resultado de novos protestos pode ser ainda pior”, segundo Cícero Romão, da USP.
Não era a corrupção            
Embora a corrupção tenha aparecido na maioria das respostas dos entrevistados na pesquisa da MindMiners, a hipótese de Cícero Romão, da USP, é a de que essa não era exatamente a raiz dos protestos. Na visão dele, o que levou milhares às ruas pelo impeachment de Dilma Rousseff foi o sentimento contra o PT. “Se fosse contra a corrupção, as mesmas pessoas estariam nas ruas contra o governo Temer também. Acho que na verdade, as classes médias, que normalmente vão às ruas, são muito mais tolerantes a um governo antipetista, qualquer que seja”, afirmou

Governo vai aumentar imposto sobre combustíveis

20/07/2017
Além de aumentar o PIS/Cofins, o governo avalia a possibilidade de elevar outro tributo para fechar as contas e cumprir a meta fiscal deste ano
Além de aumentar o PIS/Cofins, o governo avalia a possibilidade de elevar outro tributo para fechar as contas e cumprir a meta fiscal deste ano
O governo decidiu que será necessário aumentar o PIS/Cofins incidente sobre combustíveis para garantir o cumprimento da meta fiscal deste ano, de déficit de R$ 139 bilhões.
Segundo apurou o Estadão/Broadcast, o governo avalia a possibilidade de elevar outro tributo para fechar as contas, já que o governo tem um buraco de aproximadamente R$ 10 bilhões para cobrir no Orçamento de 2017.
Três alternativas estão em análise: IOF sobre operações de câmbio à vista, ou IOF sobre operações de crédito, ou Cide-combustível.
Segundo explicou uma fonte do governo, essa alternativa de elevar outro tributo talvez seja necessária porque há limitação para elevar a alíquota do PIS/Cofins.
Dessa forma, seria um complemento para cobrir a necessidade de aumentar a arrecadação até o final do ano.
A avaliação no Planalto é de que, como as receitas previstas pela área econômica não se confirmaram, um aumento de, por exemplo, R$ 0,10 no preço do litro da gasolina não teria grande impacto no bolso do consumidor e ainda ajudaria as contas públicas.
O impacto dessa elevação do imposto seria ainda minorado porque a gasolina tem sofrido seguidas reduções de preço, o que minimiza o impacto de eventual aumento. 
Por Adriana Fernandes, Tânia Monteiro e Idiana Tomazelli, do Estadão Conteúdo

Sindicato critica privatização da Educação na PB e pede ajuda do Legislativo

Sintep-PB critica medidaO Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação da Paraíba (Sintep-PB) divulgou nesta quarta-feira (12) que é contra a privatização da educação estadual, conforme lançado pelo governo do Estado e divulgado pelo CORREIO.

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"O Sintep-PB é contra a entrega de 652 unidades escolares para a gestão pactuada do governo do Estado. Uma audiência com o governo do Estado já foi solicitada, e o Setor Jurídico da entidade já foi acionado, no intuito de tomar atitudes legais contra a medida. Aproveitamos esta oportunidade para solicitar a intervenção do Poder Legislativo do Estado da Paraíba, para que se posicione contra a terceirização da Educação do Estado", divulgou o sindicato.

A categoria está convocando os trabalhadores em educação do Estado para participar da assembleia geral que será realizada no dia 21 de julho, às 14h, na sede do Sintep-PB, em João Pessoa. "O objetivo é trazer esclarecimentos para a categoria, assim como deliberar ações contra a desastrosa medida do Governo da Paraíba", informou.

Entenda

O governo do Estado lançou um edital, por meio da Secretaria de Educação, para realização de processo seletivo objetivando a terceirização dos serviços nas escolas da rede estadual de ensino. A intenção é transferir a administração e gestão da Educação do Estado para uma Organização Social selecionada através do Edital Nº 001/2017/SEAD/SEE, publicado no Diário Oficial do Estado do último sábado (1º).

"A publicação dá início ao processo seletivo, e seu objeto já manifesta a realização de 'Seleção de Organização Social qualificada na área de Educação, no âmbito do Estado da Paraíba, para celebração de contrato de gestão, visando a gestão pactuada das ações e serviços de apoio escolar em unidades escolares da Secretaria de Estado da Educação'", explicou o Sintep-PB.

Como poderá ficar

No desempenho da atividades, a Organização Social selecionada deverá agir na atuação do Suporte à Educação Inclusiva, Suporte Pedagógico, Acompanhamento Pedagógico ao Aluno, Suporte ao Professor, Gestão dos Espaços Pedagógicos, Suporte de Secretariado, Gestão de Estoque, Suporte de Tecnologia da Informação (TI), Alimentação, Limpeza, Segurança, Manutenção, Gestão de Recursos Humanos, Prestação de Contas e Gestão Financeira.

O prazo de vigência do contrato de gestão será de 24 meses, podendo ser prorrogado por iguais e sucessivos períodos até o limite de 60 meses, desde que confirmada a disponibilidade orçamentária e a consecução dos objetivos propostos pela Organização Social. A atuação da denominada Gestão Pactuada tem início previsto para o mês de Agosto, do ano corrente

Especialistas temem queda de concursos públicos na educação após terceirização

Resultado de imagem para educaçãoA sanção do projeto de lei que libera a terceirização para todas as atividades de empresas poderá, na avaliação de especialistas, levar à redução de concursos públicos na área da educação e fortalecer a administração de escolas por Organizações Sociais (OS), que poderão também cuidar da contratação de professores.  A questão gera polêmica entre sindicatos, que temem uma desvalorização dos docentes, e desperta discussões jurídicas sobre a viabilidade desse tipo de contratação.
Aprovado na semana passada pela Câmara dos Deputados, o projeto, que aguarda sanção presidencial, prevê a contratação terceirizada de trabalhadores sem restrições em empresas privadas e na administração pública. O empresariado apoia a medida e por entender que poderá ajudar na recuperação do emprego no país. O diretor do Sindicato dos Professores no Distrito Federal (Sinpro-DF), Cleber Soares, no entanto, teme que a medida tenha impacto negativo na educação com a redução de investimento e precarização do trabalho.
“O trabalhador passa a ser descartável. O reflexo, em um primeiro momento, é que o professor vai trabalhar muito, mas não se sabe quanto tempo conseguirá manter o ritmo. Vai adoecer e vai acabar sendo demitido. E vai sair sem nenhum amparo”, diz Soares.
A situação do magistério no Brasil é frágil, sobretudo na educação básica: o professor brasileiro recebe menos que a média mundial, e as avaliações mostram, ano a ano, que a qualidade do ensino precisa melhorar para garantir a aprendizagem. A rotina de trabalho dos professores, em muitos locais do país, é estafante. Dados da última edição da Prova Brasil, em 2015, mostram que a maioria dos professores trabalha 40 horas ou mais (66%) e que 40% deles lecionam em duas ou mais escolas. Pelo menos um terço (34%) tinha remuneração básica abaixo do que é determinado pela Lei do Piso (Lei 11.738/2008) para aquele ano, que era de R$ 1.917,78.
Para o professor Remi Castioni, da Universidade de Brasília (UnB), especialista em políticas públicas em educação, a terceirização deverá ocorrer nas escolas por meio da parceria com as chamadas OSs, algo que não é novo no setor. Essa possibilidade foi estabelecido na Emenda 20/1995, julgada constitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado. Segundo o professor, com a emenda, o projeto aprovado semana passada pouco deverá mudar o cenário público juridicamente.
Ele afirma, porém, que, em um cenário de crise econômica, municípios e estados podem acabar recorrendo às OSs ou à terceirização por questões financeiras, por já terem atingido os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal e por não poderem abrir concursos. “Diminui-se o comprometimento com pessoal e recorre-se a pessoas jurídicas para continuar ofertando o serviço. Estados e municípios vão lançar mão disso. É muito mais por necessidade de diminuir [gastos] e não sofrer sanções por parte do Tesouro. Acaba sendo melhor terceirizar ou contratar OSs.”

Recentemente, o governo de Goiás propôs um sistema de administração de escolas por OSs. O anúncio da medida gerou uma onda de ocupações e manifestações de professores e estudantes. As OSs são entidades privadas, sem fins lucrativos. Neste modelo, os repasses públicos passam a ser feitos às entidades que são responsáveis pela manutenção das escolas e pela garantia do bom desempenho dos estudantes nas avaliações feitas pelo estado. As OSs também ficam responsáveis pela contratação de professores e funcionários.
Escolas
A diretora da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), Amábile Pacios, diz que o setor privado ainda analisa juridicamente o que pode ocorrer com a nova medida. Ela ressalta, no entanto, que deve haver um cuidado grande na hora de contratar profissionais terceirizados. “As escolas têm resistência a contratar funcionários terceirizados, vão ter também com professores”, diz. Segundo Amábile, na educação básica, há resistência à terceirização exatamente pela importância do contato dos funcionários com os alunos. "É importante que porteiros, faxineiros conheçam os estudantes, as famílias.”
O presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Idilvan Alencar, defende também o vínculo do professor. “Pela natureza das escolas públicas, é muito importante o vínculo efetivo dos professores para que seja possível o contínuo processo de formação em serviço, motivação para atuar em todo o território nacional entre outros fatores que tornam o fortalecimento da carreira de docente estratégica para garantir uma educação de qualidade.”
Legislação
Para a professora da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Direito Rio Juliana Bracks, o texto aprovado  pela Câmara ainda precisará de esclarecimentos para que seja possível avaliar o real impacto da medida na educação. Juliana lembra que, caso uma escola privada queira terceirizar professores terá que obedecer a algumas regras. Se o professor for cobrado em relação ao cumprimento de horários ou outros comportamentos, isso configurará uma relação direta. Ele poderá então recorrer à Justiça trabalhista. “A partir do momento que o contratado trata com contratante com horário, por exemplo, acabou, o professor passa a ter vínculo direto.”

A questão muda no setor público, uma vez que não há relação direta entre o trabalhador e o ente federado.  “Teremos um problema grave se os entes públicos saírem terceirizando a torto e a direito em vez de fazer concurso público. Não posso substituir a força de trabalho por concurso e terceirizar, criando uma relação mais leve e isenta de algumas responsabilidades”, diz.

De acordo com Juliana, a situação se agravará,  caso seja aprovado pelo STF, o Recurso Extraordinário 760.931, que discute a responsabilidade subsidiária da administração pública por encargos trabalhistas gerados pelo inadimplemento de empresa terceirizada. O recurso chegou a ser votado e houve empate. O desempate caberá ao ministro recém-empossado Alexandre de Moraes. “Se a terceirizada quebrar e sequer o Estado tiver responsabilidade, os trabalhadores estarão abandonados”, enfatiza Juliana.
Empresários e governo
Para o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, a aprovação do projeto flexibiliza as regras para terceirização de mão de obra e vai facilitar a contratação de trabalhadores.  “Ajuda muito porque facilita a contratação de mão de obra temporária, facilita a expansão do emprego. Empresas resistem à possibilidade de aumentar o emprego devido a alguns aspectos de rigidez das leis trabalhistas”, disse no último dia 21.
Após a aprovação do projeto pelos deputados, vários setores da economia manifestaram-se a favor da terceirização. De acordo com os empresários, a contratação de trabalhadores terceirizados, inclusive na atividade-fim, permitirá aumento da competitividade e geração de emprego.
Edição: Amanda Cieglinski